Palavras ao vento…

causos, verdades e mentiras de uma vida repletas de palavras.

Receita de Homem,como ser um Baccarat! Março 30, 2007

Arquivado em: Relacionamentos — giovannavilela @ 6:36 pm

O Homem interessante é o que chamamos de BACCARAT: cristal fino, de classe. Não, é um brilhante, que já nasce valioso, é moldado com o tempo, passa por vários processos até se tornar o que é. .

Tudo depende do aprendizado. Assim como um empreendedor, ou um homem bem sucedido nos negócios, o BACCARAT passa por algumas fases da vida, talvez isso explique um pouco porque tantos homens bem sucedidos, são também interessante, apesar de esta não ser uma regra geral.

1- Aos 12, 13 anos, os meninos mais interessantes são aqueles mais digamos assim, comerciais, afinal meninas de 12 anos tem muito pouca ou nenhuma personalidade, o que conta é o senso comum. O “objeto” pronto. Aquele bonitinho, adorado por todas, cheio de alto estima e segurança. Este menino sabe como agradar as meninas, não precisa escolher, tem 12 anos, pode brincar de conquistar, é tudo um jogo, quando acaba a aula, senta com sua mochilinha do Peter Pan e espera contente a mamãe buscá-lo para contar das suas namoradinhas.

2- De 16 até 20 anos – Os hormônios estão a toda. É hora de festejar, descobrir. Meninos e meninas estão descobrindo os prazeres da vida. Os meninos não se interessam por qualidade, o que conta é o maior numero de encontros. Um encontro de dez minutos com uma menina, dura horas nas histórias para os amigos. Este é o grande barato do menino mais interessante da turma, “pegar varias” contar histórias bem longas e manter a fama de “durão”, ninguém consegue conquistá-lo.

3- De 21 até 25,26 anos, eles ainda tem um pouco do “menino durão” de antes, mas já começam a se cansar da brincadeira. Como nos negócios, no começo tudo é motivo para arriscar, depois com o tempo, o homem inteligente, adquiri experiência e competência para entrar apenas em negócios promissores. As mulheres interessantes já esperam mais do que um corpinho bonito deles. Os Baccarats dessa faixa etária se sobressaem em alguns aspectos, trabalho, esportes, intelecto e pricipalmente carater. O mais cobiçado não é necessariamente o mais bonito, o conceito de interessante começa a fazer cada vez mais sentido para as mulheres.

4-Agora, de 27 até 35 anos eles já estão bem definidos. Ou são BACCARATS ou não. Há um consenso geral. Alguns foram descoladinhos, malandrinhos, quebraram vários corações, se divertiram e usaram o que aprenderam para encontrar a companheira certa, ainda que em alguns casos não seja para sempre, mas ele acredita que será, espera isso e trabalha a favor da própria empresa, casa feliz, repartem a cama e também o gosto em comum por muitas coisas. Brigam, saem com os amigos solteiros e relembram os tempos de moleque. Poucas noites depois, se vêem em situações patéticas para homens como eles. Noites em boates escuras se embebedando e procurando uma gatinha no mínimo 15 anos mais nova para levar para casa e sair bem rápido de manhã, entes que ela tente conversar sobre o BBB, mas não sem antes ligar para os amiguinhos e contar que pegou. Outros, continuam brincando de ser Peter Pan e param no tempo.

5- O homem BACARAT de 35 anos será sempre interessante, com 35, 45 ou 85. É um homem seguro, bem resolvido, tanto na vida profissional quanto nos relacionamentos. Já teve bastante tempo para ver seus erros. Já fez terapia ou conversou muito com outros homens interessantes e bem resolvidos. Se estiver casado até 40, dificilmente se separa. Se estiver solteiro certamente será O BACCARAT. É discreto, sabe falar sobre vários assuntos. Não precisa mais se auto-afirmar para os amigos . O BACARAT é reservado, ainda que de vez em quando deixe escapar uma olhadinha para as pernas de uma mulher bonita. Diferente dos Acerolas ( oposto aos BACCARATS, afinal a acerola é uma frutinha sem graça, azeda que vive da fama criada em torno de suas propriedades milagrosas e duvidosas, mas na verdade, só funciona bem mesmo se misturada a varias outras frutas), olha com classe, discreto sem que a pessoa a seu lado perceba ou se sinta mal. Natureza é natureza, classe é classe.

Mas atenção, tudo isso, não garante 100% de aceitação, afinal grandes homens e grandes mulheres podem se encontrar e simplesmente não dar certo. O BACCARAT sabe sair da mesma forma que entra, com classe, não importa de quem foi a decisão, o que importa é o caráter, a segurança de quem sabe que como ser humano, estamos todos aptos a errar,mudar de idéia, mas como BACCARAT, deve-se saber jogar limpo, fechar uma porta antes de abrir outra.
Acho que ficou claro o que é um BACCARAT. Se não, lembre-se ; Na dúvida, tente agir conforme sua idade, se você pensar bem e olhar ao redor, certamente saberá em que patamar da vida deveria estar. Agora se você é um Acerola, vai fundo, pegue seu baldinho e prepare a colheita, há sempre varias frutinhas caídas no chão, esperando um tio cansado que não consegue subir nas árvores para pegar as melhores.
 

Um caso de amor mal resolvido Março 30, 2007

Arquivado em: A vida como ela é — giovannavilela @ 1:24 pm

Enquanto esperava o pessoal da Tim me jogar para todos os funcionários da empresa até conseguirem, finalmente, uma desculpa para colocar na espera, escutando uma voz eletrônica falar sem parar sobre todas as vantagens de ser um cliente Tim, entrei no site de um jornal para, pelo menos , enterrar de forma digna, o tempo que a Tim tinha assassinado.

Fiquei na dúvida quanto a melhor opção; Piadas disfarçadas de política brasileira, crimes ou o assunto, que pelo visto, era o que mais interessava aos brasileiros, o tal do Alemão.
Não demorou muito para entender quem era ele. O protagonista dessa nova novela dirigida pelos atores quadjuvantes, chamada BBB. É fascinante ver a qualidade e o conteúdo dessa trama, quase toda baseada em intrigas, fofocas e “romances”.

Deve ser muito difícil encontras e juntar numa mesma casa, pessoas com tanto conteúdo, tantos assuntos interessantes a discutir, tanto para ensinar. Não que o povo brasileiro tenha algo para aprender, afinal, não vejo a menor necessidade em agregar algum tema interessante a um programa de audiência estratosférica. Por outro lado, televisão é apenas diversão e num país como o Brasil, é isso que importa, seja ela onde for, na “vida real” (BBB) ou nas ruas.

Onde já se viu atrapalhar a diversão de adolescentes que brincam de bang-bang com armas de verdade?
Morte aos que se atrevem a atravessar o caminho das balas que se perdem! Vamos nos divertir. Cansou de brincar na rua de mocinho e bandido? Vai ver um pouco de televisão, assim quem sabe abre um pouco a cabeça!

Zanzando pela internet, ainda com a vizinha metálica em meus ouvidos, uma surpresa!
A foto de uma amiga brasileira que estudou comigo em NY. Não sei como fui parar no site das suas fotos, mas cheguei lá. Lendo com tempo -aquele que a Tim matou- deu para ver que ela estava muito bem, vendendo as fotos em capas de caderno, publicidade popular,etc…

Não pensei duas vezes, mandei um e-mail que foi respondido imediatamente, exatamente como a Tim.
Ela contou que depois do curso que fizemos, conheceu um americano e se casou logo, bla bla bla e resultado; O Americano se tornou violento. Ela, ainda apaixonada, ficou anos apanhando, mas não perdia a esperança de que ele mudasse. De fato mudou, depois de um tempo, começou a beber e não demorou muito para ser despedido, ele era policial. Ela, que era fotógrafa, no inicio da carreira, sonhando viajar, fazer cursos, conhecer outros lugares, abdicou dos sonhos em favor do amor. Começou a sustentar a casa (e os vícios dele, imagino) e ficou assim por algum tempo.

Até que um dia, depois de uma surra daquelas, não agüentou mais e saiu de casa. Levou apenas uma mala com algumas roupas, todo o dinheiro que tinha no banco e sua câmera.
Arrumou um emprego, começou uma vida nova. Agora, sem o traste do marido, tinha tempo e vontade de sobra para usar seu talento. Daí para frente vocês já devem imaginar.

O que não imaginam é que, contou minha amiga, depois de alguns anos sem ver o “amor” da vida dela, encontrou uma conhecida no mercado e soube que logo que ela saiu, ele se acabou, bebeu tudo o que tinha em casa e foi ao fundo do posso.

Duas semanas depois, reapareceu. De banho tomado, barba feita e alguns quilos a menos. Voltou ao emprego, pagou as contas fiadas e depois de algum tempo ficou-se sabendo que ele estava de namoro com uma policial jogo duro, que diziam, não era boba e não se deixava enganar.

Aqui estou eu, ainda com a Tim. Deu tempo de ler sobre o tal Alemão, reencontrar uma amiga antiga, saber de uma história dessas e ainda escrever tudo isso.
Decidi que os R$10,00 que vieram a mais na conta telefônica custariam menos que uma terapia por estresse e uma lição de vida dessas.

Desliguei a Tim e voltei a ser o que todos aqui somos, uma “mulher de malandro” que ama o Brasil, sempre batendo, tirando tudo o que ganhamos, mas não perde a esperança de que um dia, quem sabe, ele mude ou apareça alguém decidido o suficiente para coloca-lo na linha, afina esse caso de amor mal resolvido onde só ha amor de uma das partes já esta na hora de acabar…

 

Nasce um blog! Março 29, 2007

Arquivado em: Variedades — giovannavilela @ 4:10 pm

Ela sempre foi estudiosa. Colecionava diplomas, eu acho, afinal fez faculdade de direito, psicologia e mais alguma coisa.
Crescemos juntas. Lembro das confissões dela e da sua irmã. Do primeiro beijo, da primeira viagem com o namorado, além de tantas outras experiências que não eram primeiras, mas certamente foram as últimas.

Hoje, já não somos mais meninas, mas primeiras vezes ainda merecem ser celebradas. Novamente faço parte de uma delas. Ajudei a tirar da cabeça e vir para a internet, uma vontade que quase acabou morando no mundo dos sonhos.
Baú da Gips é o blog da Regina que ajudei a criar.

E como toda primeira vez, reserva surpresas deliciosas que só vamos ver no futuro…
Boa sorte Gips e bem vinda ao mundo cibernético!

 

Malas, aeroporto em pleno caos e Brasil sempre igual… Março 26, 2007

Arquivado em: Dicas Culturais — giovannavilela @ 11:29 pm

Estou de volta depois de dias de muita diversão, arte e porque não, um pouco de futilidades também. Ninguém chega de NY impune, sem uma comprinha, algumas fotos e o cansaço típico de quem passa dias andando.

Pelas noticias que leio ali e aqui vejo que estou mesmo no meu Brasil. Corpo encontrado na zona sul do Rio, caos nos aeroportos, ex-presidiário, quer dizer, presidente de volta a ativa com jeitinho de mártir, além de algumas mortezinhas típicas para temperar o jornal de todo dia…

Agora é correr para não perder o roteiro cultural paulista nessa cidade onde apenas uma exposição deve ser vista por dia, se não, o transito é capaz de transformar o roteiro cultural em estresse metropolitano. Minha lista já está começando a me assustar, melhor riscar alguns itens antes de ser riscada da minha lista. Anish Kapoor, Corpo Humano, Leonardo da Vinci, a fotografia na coleção do Ivam, além de alguns filminhos e peças de teatro.

Ah, nesses dias de “férias” acabei dois livros muito bons , quem estiver a procura de livros curtos, fáceis e muito bem escritos, recomendo; Sábado e Mãos de cavalo.

 

Um conto imaginário, uma cidade surreal e personagens que poderiam ser qualquer um de nós Março 20, 2007

Arquivado em: Contos — giovannavilela @ 12:30 pm


Ele veste jeans, boina e um pouco de timidez escondida atrás das lentes escuras.
Ela não sabe o que vestir. É St. Patrick´s day! Deveria usar verde, mas escolhe bege.
A neve, incomum nessa época, escondeu alguns detalhes da outra personagem dessa história.
Ele virou a esquina da rua 63 e viu, de dentro do restaurante Bilbuquet, olhos sorrindo para alguém do lado de fora. Estava acompanhado apenas de seus pensamentos, e foram eles a entender que o sorriso só poderia ser para ele.

Pensou em entrar, mas não teve coragem.
Pensou em sorrir de volta. Sentiu suas pernas pisarem em nuvens.
Não era impressão, nem paixão, ainda.
Era ela, new York, a seu modo, com neve cobrindo buracos.
Derrubando homens que não sabem parar.
A timidez não caiu junto com os óculos.
Do outro lado do vidro, pessoas deixaram de dar um gole no vinho rose, gastaram dois minutos olhando para o homem caído chão, antes de voltarem a viver, cada um a seu modo.
Ela não bebia. Nem parecia estar vivendo do modo que queria até aquele instante.
Sem que eles soubessem, ela agiu rápido e colocou os dois lado a lado.
Manipulou também o vento gelado obrigando-os a entrar.
A falta das palavras pediu ao garçom uma garrafa de vinho da casa.
Os amigos dela já tinham saído e outra garrafa estava chegando quando a conversa ensaiada, se afogou e deixou as mãos serem salvas umas pelas outras.
Os Irlandeses beberam, cantaram, subiram nas mesas e pediram para acender as velas quando a noite chegou…
Eles não sabiam ainda, mas ela, New York, está sempre em busca de novos personagens para seu filme e naquela noite, eles foram os escolhidos…

 

300 – Cineminha em NY Março 20, 2007

Arquivado em: filmes — giovannavilela @ 12:00 pm

Fã assumida dos Helênicos, não poderia deixar de assistir 300.
O tratamento das cores e o ritmo em que as batalhas acontecem deixam claro a adaptação dos quadrinhos.
Embora visualmente o filme seja lindo de se ver, o que me fascina é a história desse povo que fez da coragem sua maior arma.

A determinação e excentricidade do povo de Esparta construiu um exercito de heróis, quem sabe inspirado em seu fundador que mito ou não, conta-se, era descendente de Hercules.
Li por aí que o Irã estava desconsolado com a imagem do rei Xerxes, nosso Santoro, tirano e digamos assim com jeito de travesti em baile de carnaval. Não sei não, mas pelo que me lembro das aulas de história, o filho de Dario, não era dos mais calminhos.

Me desculpem os “persas de hoje”, mas Ésquilo, em sua tragédia ” Os Persas”, não fugia muito do que vi no filme, tirando, é claro, um pouco do exagero dos quadrinhos e o make up moderninho.

Não sei se pelo fato de não esperar nada, ou esperar um filme bobo, me surpreendi.
O fato é que fora o esperado simplismo americano de separar bem e mal sem deixar outras nuances e o exagero de números (que não faz a menor diferença, pois de fato o exercito Espartano era infinitamente menor), e a ótima idéia de, digamos assim, dar mais poder a mulher do que em teoria ela deveria ter (adorei, essa correção da história),eu não diria de forma alguma que o filme é ruim.

O filme é muito bom para quem curte história ou vídeo games, divertido para mulheres solteiras que já se esqueceram o que é um abdômen sarado (imagine 300), altamente recomendável para homens procurando inspiração para voltar à academia e certamente insuportável para intelectuais sedentários loucos por um papo cabeça.

O forte dos espartanos, diferente de seus vizinhos Atenienses, não era desvendar os mistérios da mente e da vida. Os Espartanos eram feitos de coragem, viviam e morriam pela polis, exploravam o físico, não tinham tempo para filosofar.
 

New York, New York… Março 19, 2007

Arquivado em: Divagando — giovannavilela @ 1:05 am


Quando não podemos ir longe, melhor parar. Tudo muda, nós mudamos. A neve, intransponível hoje, será água amanhã…

 

Neve em New York Março 16, 2007

Arquivado em: Viagens — giovannavilela @ 2:42 pm

 

noticias de NY I Março 15, 2007

Arquivado em: Dicas e Viagens — giovannavilela @ 11:17 pm

Instabilidade, teu nome `e New York.

Nada aqui parece permanente.
Ate mesmo o clima, antes previsivel e noticiado, agora resolveu colocar a prova os new yorkers.
Se ontem as pernas magrelas das modelos cruzavam a quinta avenida em mini mini saias,
hoje, de baixo do guarda chuva, procuravam nas vitrines, novidades para enfeita-las durante a tempestade de neve que chega nesta madrugada.

Andando no soho, vi uma poltrona com ar retro e um toque de classe new yorker.
Nao resisti.
Entrei na loja para ver de perto.
O toque de classe, custava um pouco mais do que imaginei, US$8000. (a poltrona toda, U$8300).

Subi a quinta avenida e entrei na Ricky’s,
paraiso de qualquer mulher que tenha o minimo de vaidade e de orcamento.
Esta loja, anotem meninas, tem TUDO o que voces podem imaginar em materia de beleza.
De elasticos que nunca arrebentam, cremes e shampoos, ate um produto incrivel-gosmile-
tratamento para os dentes que, em poucos meses, deixa branco como o laser de R$1500 dos dentistas ai do Brasil, o luxo custa U$80(alguns zeros a menos que minha Poltrona).

Caminhada basica de quatro horas, que parecem oito, com o peso dos shampoos, que logico, so me dei conta apos ter saido da loja.
Sacolinha cheia. Carteira faltando apenas U$50.
Pensei em comprar flores nas banquinhas da rua mas desisti por falta de maos para carregar.

Eu ja havia usado toda minha abilidade pos-rejeicao, acreditando na dificuldade em transporta-la de volta, quase nao pensava mais na tal poltrona retro quando, adivinha quem apareceu?!
Uma prima dela, um pouco judiada, e verdade, e sem tanto charme, mas era muito parecida.

A Poltrona! No lixo! Isso mesmo, em New York o lixo tambem nao e o que se imagina.
Os storages sao tao caros que ninguem guarda o que nao usa (eu mesma, quando morei aqui, “joguei fora”muita coisa).

Este seria meu dia de sorte. Eu ja imaginava como mandaria minha Poltrona.(logico que agora a Cia aere iria permitir, se nao mandaria de navio mesmo,simples.)
Faria ate fotos antes e depois e colocaria aqui.
Podia ve-la de roupa nova, cirurgia plastica e banho de lojas.
Ficaria mais bonita do que a outra, aquela cheia de zeros no sobrenome.
Apertei o passo e vi, em camera lenta, o desejo de ter minha cadeira nos olhos de outra mulher,
sem sacolas nas maos, atravessou na minha frente e com a sutilesa de Sadam,

pegou minha Poltrona, deixando para tras uma das frageis perninhas de quem ja suportou tanto peso e tantas mudancas.
E quem acha que acabou ali nossa historia, se engana, peguei a perninha e guardei comigo.
Afinal,aqui, tudo pode acontecer. Ate a Sra. Sadam tentar em vao encontrar outra perna, sem tempo nem paciencia para procurar, acabar colocando de volta na rua, minha Poltrona.

PS:Nao!Eu nao joguei os acentos no lixo por falta de espaco. O pessoal que fez este teclado e que escondeu os acentos-inuteis para eles-e eu nao consigo encontra-los.

DICA: Em NY vale a pena dar uma voltinha e fazer ¨compras¨ no lixo! Ops achei os acentos…

 

NY, aqui vou eu… Março 13, 2007

Arquivado em: Viagens — giovannavilela @ 8:36 pm

Estou levando minha criatividade para passear em Nova York. Em breve escrevo contando mais…

 

Dia internacional da Mulher Março 7, 2007

Arquivado em: A vida como ela é — giovannavilela @ 6:53 pm

Mulher. Apenas seis letras para tantos segredos.
Tentar desvenda-las é negar seu mistério. Pensar em generalizá-las é pura ingenuidade. Elas são únicas e donas de idiossincrasias, chamadas loucuras.

Homens, não tentem entende-las, grandes filósofos o fizeram e acabaram loucos, esperando uma mulher com o chicote nas mãos e um buraco na alma.
Hoje, dia internacional das mulheres, minha homenagem vai para uma, que viveu a vida de várias, mas que soube ser o que muitas morrem sem saber. Ela foi tudo o que tinha para ser, sem medo, sem preconceitos e sem culpa, principalmente sem culpa!

Ainda menina, com 15 anos apenas começou a trabalhar num jornal naquilo que mais amava, se tornou escritora e correspondente mundial.
Numa época em que apenas sair à rua sozinha era já era coragem, desnudou seu corpo e sua alma. Mostrou ao mundo que nem mesmo a ditadura era forte o bastante para frear suas convicções. “Soltava pipa e voltava para casa sem batom”, como gostava de dizer.

Freqüentava os bares proibidos com 18 anos, e foi num deles que conheceu o primeiro amor, anos mais velho e casado com a única mulher merecedora de toda sua admiração, Tarsila do Amaral.
Oswald de Andrade se separou e levou seu amor as últimas conseqüências, chegando ao cemitério da Consolação para se casar numa cerimônia no mínimo inusitada.

Pouco tempo depois tornou-se mãe, mas nunca, se rendeu ao que chamava de “serviços domésticos” (higiênicos, culinários e sexuais.).
Levou suas convicções a praça pública, e levantando o corpo de um homem negro morto, como protesto contra as injustiças, tornou-se a primeira presa política no Brasil.

Muitos pseudônimos foram criados para as várias mulheres dentro desta, que como nenhuma outra, desafiou o mundo. Foi lanterninha de cinema e espiã ao lado de Luis Carlos Prestes.Com o amigo André de Breton,desvendou Paris enquanto estudava com Paul Nizan e Pulitzer.

Mas ainda não estava satisfeita. No Japão, conseguiu convencer o imperador Pu-Yi a mandar sementes de soja ao Brasil, influenciando também a economia do país que, mais tarde, sob o comando de Getúlio Vargas a mandaria para a cadeia por quatro longos anos de sofrimento e tortura.

Patrícia, que virou Pagu quando o amigo e também jornalista Bossi sugeriu um pseudônimo com as letras de seu nome e sobrenome (ele acreditava ser Goulart e não Galvão), foi e será sempre uma mulher a ser lembrada e homenageada, independente de sua posição política, mas sempre por sua posição diante do mundo e de si mesma. Pagu rompeu com padrões e clichês sociais e deixou para nós, mulheres, o exemplo de força e determinação que todas nós deveríamos ter.

Parabéns mulheres de todo o mundo!

 

O menino e o circo,uma história de vida Março 6, 2007

Arquivado em: A vida como ela é — giovannavilela @ 11:26 am

Antonio Carlos e ao fundo o filho e a mulher. O outro filho, loirinho, ainda pequeno dormia no colo da mulher.

Depois de alguns dias em Jericoacoara com muita chuva e nada de vento, voltei para Fortaleza, mas a melhor parte da viagem foi mesmo ouvir a história do Antonio Carlos:

Não havia ditadura forte o bastante para destruir a coragem do menino de quinze anos que decidiu um dia ser dono do mundo. Não o mundo cinza onde pessoas eram arrancadas das suas casas e jogadas em algum canto escuro de onde, se saia algum dia, nunca mais voltava a ser o que era. Com os cabelos afro, ao melhor estilo seventies, colocou suas calças boca de sino e camisa colorida, presente da amiga e vizinha americana, e foi mais uma vez tentar a sorte no “pais” dos seus sonhos, o circo Hollyday-on-ice!

Depois da habitual insistência, conseguiu entrar e não se satisfez em ver o show da platéia. Levado por sua curiosidade chegou até o camarim onde viu uma verdadeira torre de babel. Um alemão gritava em vão com ajudantes que não falavam uma palavra de inglês. Graças a vizinha, Antonio arriscou algumas palavras, que foram o suficiente para resolver o problema da maquina de gelo e a fúria do alemão.

Assistiu ao resto do espetáculo daquele dia e dos outros ao lado do novo amigo “gringo” e alguns dias depois, o pequeno intérprete estava pulando a janela do seu quarto com uma malinha e todos os documentos necessário para o passaporte, já emitido pela empresa de circo.

Em Buenos Aires, foi chamado por um homem que de tão bravo, nem parecia ser seu pai. Mas era. Minutos depois o pai voltava para casa, mais calmo e com a certeza de que o filho não voltaria tão cedo. O Alemão havia contratado seu filho e agora que o pai estava ali, tudo o que precisava era assinar alguns documentos para que, diante de seus olhos um sonho começasse a se realizar.

A turnê acabou, o circo voltou para Europa e o menino continuou seu trabalho de intérprete. Não demorou muito para aprender também alemão e holandês e traduzir mais do que problemas com a maquina de gelo. Sua aparência exótica ajudava na hora das histórias sobre um país distante onde tudo parecia mágico e bonito.
O interprete se tornou atração por trás das cortinas. Enquanto o público aplaudia os saltos e toda a graça da mocinha branca de olhos azuis deslizando sobre o gelo, os olhos dela, porém, só viam graça num menino moreno de sorriso fácil e muita criatividade.

No Brasil a ditadura chegava ao fim depois de anos que pareciam séculos. Em Amsterdã um brasileiro se casava com a rainha do gelo, depois de anos que mais pareciam voar sobre o gelo.

Hoje, trinta e três anos depois, num ônibus cearense, uma holandesa com dois filhos, conta com entusiasmo os planos de viver neste país distante e abrir uma creche onde vai ajudar meninos que não tiveram a sorte e a força do seu Antonio Carlos.

 

Estou de volta (Jericoacoara) Março 2, 2007

Arquivado em: Dicas e Viagens — giovannavilela @ 11:33 am

É, uma hora a viagem acaba e voltamos para casa. De volta entre as paredes violeta do meu estúdio, nem sei por onde começar, tantas são as histórias que quero contar.

Saí de São Paulo, quinta feira dia 15 com a certeza de ficar no Ceará, em Jericoacoara aprendendo kite-surf e lendo tranqüila até dia 26, sem lembrar que o Brasil pulava o carnaval nesta mesma época.

Muita chuva, pouco vento e minha eterna mania de sair do protocolo mudaram um pouquinho o planejado. De 400 km ao norte de Fortaleza, despenquei até o meio da Sapucaí!

No caminho conheci pessoas que a vida vale um livro. Vi de perto a realidade “bolsa família” . Senti tristeza pelo povo e por minutos, que agora já passaram, apoiei o Lula ( que certa vez, ao ser indagado sobre a ineficácia do bolsa-família a longo prazo, respondeu : “Ok, vamos fazer o seguinte, você vem comigo para Brasilia, passa o fds todo sem comer nada e na segunda feira voltamos a falar sobre fome”).

Vi uma terra castigada pela seca, que diferente do que foi feito nos EUA em relação aos desertos ( ouve um acentamento da pessoas em áreas apropriadas para a sobrevivencia). Adultos que, como crianças, ainda acreditam em fadas, tentam em vão resolver um problema que vai mais fundo do que sua lógica.

Nos proximos dias vou contar um pouco do que aprendi nesse país incrível e cheio de surpresas que é o Brasil.

DICA: jeri ¨funciona¨ de março à dezembro! Fuja dos outros meses.