Palavras ao vento…

causos, verdades e mentiras de uma vida repletas de palavras.

Leilão Beneficente Abril 26, 2007

Arquivado em: Filantropia — giovannavilela @ 1:26 pm

Ajudar quem precisa é um prazer ao alcance de todos.
Semana que vem, participo, junto com outros artistas, de um leilão beneficente.
Vocês estão todos convidados.


 

Temos o que? Abril 25, 2007

Arquivado em: Política — giovannavilela @ 12:47 am

“Os italianos têm design, os franceses têm marca, os americanos têm mercado, os chineses têm preço. E nós, temos o quê?”

Bastou a Gloria kalil soltar essa, para a imprensa costurar muito pano para pouca manga e arrematar agulhando o nosso país por falta dessa tal “identidade” perante o resto do mundo.

1- Desculpem minha ignorância, não sabia que todo país tem necessariamente, que ter um (apenas um atrativo comercial).

2- Pensando aqui com meus botões. Está para nascer o italiano que consiga desenhar melhor arquitetura que a Amazônia. Não sei bem o que ela quer dizer com marca, mas se está falando de moda, nunca vi tantos pés, não só franceses, mas por toda a Europa, usando uma só marca; Havaianas! Certo que não é nenhuma chanel, mas vai para europa no verão e pergunta em qualquer loja qual a marca mais procurada.Também com tanta praia, não da para pensar em terninhos chanel.

3- Quanto aos americanos, a bem da verdade, a primeira coisa que vem em minha cabeça são os loucos armados ou guerra ou “brain wash”. Mercado? Eu diria cultura do consumismo exacerbado. Os EUA estão com tudo economicamente, são poderosos, mas honestamente, não troco nosso charme desajeitado por sua classe premeditada.

4- E os Chineses? Durante todo século XX seu povo sofreu horrores. Caiu nas mãos de Mao Tse-tung, um tipo de ditador comunista único, que fez do território chinês um vasto campo de experimentação humana e social, transtornando a vida de mais de 700 milhões de chineses com as experiências macabras do “Grande Salto para a Frente”, reforma no campo que levou à fome e à morte milhões de pessoas, e “A Grande Revolução Cultural Proletária”, uma conjuração da força bruta da juventude chinesa ignorante ( “Guardas Vermelhos”) contra o que ele considerava a “tirania dos eruditos portadores de óculos” (os intelectuais), sem dúvida um massacre sem precedentes na história da humanidade. Com esse passado, eles têm mesmo é que ter algo a oferecer ao mundo.

5- Voltando à questão. E nós, temos o que? Além da Amazônia (que a meu ver já basta), temos a beleza (gerando muito lucro com campanhas milionárias e modelos que não precisaram de nenhum design para saírem perfeitas), temos criatividade e o mais importante, caridade. Vocês sabiam que os brasileiros estão no topo da lista do bem? É, temos muita coisa ruim, a começar pela Zona eleitoral, bem descrita no título de eleitor. Mas zona por zona, eu fico com a nossa e ainda acredito que ao contrário do que dizem por aí, o único problema do Brasil é o povo. Temos muita história ainda para ser escrita e algum tempo para escolher o que vai na lista da Gloria Kalil.

Isso pode até parecer orgulho ferido. No fundo, é isso mesmo.
Não gosto de ver o orgulho de ser brasileira ferido, nem que seja por agulhas de alta costura. Agora, que o Brasil ta merecendo umas agulhadinhas…

 

Ordem na casa Abril 23, 2007

Arquivado em: Decoração e construção — giovannavilela @ 2:01 pm

- Eu tenho embalagens de maisena de 20 anos atrás!
- E eu, imagina, aparelhos de telefone, calculadoras, computadores, todos quebrados. Tenho dó de jogar fora e acabo guardando, algum dia, quem sabe, posso desmontar tudo e fazer uma escultura. Não guardo mais por falta de espaço.

Eu tenho um depósito vazio!
Com essa frase, causei silêncio na mesa mais agitada do restaurante Rodeio.

Como a maioria de vocês, meu tempo é mais rápido que a razão e acabava guardando muita coisa inútil, imaginando ser útil algum dia, quem sabe antes de eu partir dessa, para a que dizem ser melhor.

Casa em reforma, piso quebrado, e falta de espaço me obrigaram a ter apenas o que é importante (comprovadamente!) e será usado muitas vezes. Com um paninho na mão e um vidro de álcool (tenho uma relação especial com esse liquido, não gosto do gel, moderninho, nem dos novos produtos de limpeza, cada um para um lugar diferente. O Álcool, além de me lembrar a infância, dá a impressão de eliminar a vida de qualquer bactéria intrometida, isso sem contar na sensação geladinha de limpeza!).
A Sol, minha empregada, acha que fita metrica , paninho perfex e álcool, são utensílios pessoais e guarda sempre em meu quarto. Só mais um parênteses, nada de usar as siglas TOC para me definir,ok?

Voltando ao papo com cheiro de churrasco. Fui literalmente, arrancada de dentro do depósito, com vidrinho de álcool e tudo!

Uma pessoa muito querida (viu, você foi citado em meu blog), acreditando estar me perdendo por culpa da bagunça, ou da mania de ordem, me colocou onde eu gostaria de estar e não sabia.

Almocei aquela picanha deliciosa, muito bem acompanhada (nós duas), palmito assado, saladinha e arroz biru biru e ainda vi algumas pessoas queridas e, comprovadamente importantes. O choque se deu quando contei sobre a limpeza. Depois de alguns dias andando e tentando encontrar lugares para toda a tralha que acumulei, tive uma idéia.
Doar tudo o que eu tivesse uma pequena dúvida quanto à extrema importância.

Isso inclui impressora funcionando, fax, também funcionando mas obsoletos, enceradeira (alguém ainda usa isso?), caixas e caixas com lembranças e mapas de todas as cidades por onde já passei um dia (morei 7 anos fora e a maior parte do tempo estive viajando, dá para imaginar a quantidade de mapas?). Várias tintas vencidas ou secas. Roupas horríveis (será que algum dia já usei alguma delas, socorro!). Não vou falar sobre tudo o que joguei, ou corro o risco de achar, que também este post está ocupando muito espaço e aí vocês imaginam qual será o destino dele.

Depois de vários dias nessa limpeza espiritual, já sinto os resultados. Estou dormindo melhor. Graças à visita que fiz aos cantos mais escuros, descobri lugares mais calmos. Coloquei meu kit jardinagem para funcionar. Ganhei um lugar para meditar e ler perto das minhas orquídeas.

Joguei fora preocupações, depois de concluir que não iriam muito longe. Limpei pessoas, guardadas num depósito já sem espaço, e doei futilidades, substituídas por problemas reais que só precisavam de espaço e atenção.

O melhor foi descobrir o piso do depósito, de ladrilhos antigos.

Lembram da época de escola? Só o vácuo é um espaço sem nada. Meu depósito vazio, está cheio de atitudes.

Caso você se inspire e resolva doar suas desutilidades, procure o Lar Escola São Francisco, eles retiram tudo em casa.

 

Você conhece a Bulgaria? Abril 20, 2007

Arquivado em: Dicas Culturais — giovannavilela @ 1:51 am

A peça, O Púcaro Bulgaro, veio para São Paulo.

Para quem não aguenta mais ouvir falar de política, segurança (falta dela), adultério e brigas entre os sexos, não perca, esta foi uma das melhores e mais autenticas do ano passado.

O cenário, muito criativo, bem ao estilo carioca, já foi recompensado. Ganhou premio Shell.

Agora, se você é daqueles que sempre ri depois da piada, tem alguns neuronios preguiçosos, pode até ir, mas seguramente, vai dizer : “É, a peça é boa, mas também não é para tanto.”

Isso vale também para seu (sua) acompanhante. Dependendo da pessoa, melhor assistir algo ao estilo “Trair e coçar é só começar” ( para evitar futuras desilusões, sabe como é…)

 

Encontro com artistas Abril 14, 2007

Arquivado em: Arte — giovannavilela @ 4:32 pm

Nascer no Brasil não é uma escolha. Ser brasileiro é outra coisa.
Ouve um tempo em que, um pouco por rebeldia, outro pouco por ignorância mesmo (falta de conhecimento do que realmente é a cidade de SP) abracei a idéia da turma que mora fora do Brasil. “São Paulo é um vírus, um caos vestido de transito, violência, medo. Um lugar onde o tempo corre e a tranqüilidade da alma fica sempre para trás.”

Este era o discurso de uma Giovanna, enamorada do Califórnia way of life, onde a vida transcorre entre o balanço das ondas e das cordas da guitarra do Pink Floyd.
Voltava da faculdade de marketing num jipe, que nunca usou a própria capota, afinal vivia praticamente no deserto, sentava nos cliffs de Blacks Beach e acreditava que aquilo era a vida.

De lá, respondia às cartas de amigos, naquela época ainda escritas a mão, como se o Brasil e São Paulo, fossem um castigo. Com o tempo, fui vestindo a máscara americana. Parei de comer carne (não apenas carne vermelha, todas que vinham de qualquer ser com olhos). Estudei muito e consegui realizar o sonho, que além de meu, era também de todos os outros americanos que conheci. Ir ao Havaí.

Vocês já devem imaginar que a paz não durou muito, não é. Em alguns anos, comendo muito hambúrguer vegetariano, pizza vegetariana e chocolates americanos, acabei 10 quilos mais gorda e com anemia por falta de proteína. Digo acabei porque acabei mesmo.

Hoje, lembrando desse tempo e de outras passagens em NY, admiro ainda mais Lars Von Trier, diretor de cinema dinamarquês, que, antes mesmo de conhecer de perto a sociedade americana, mostrou a meu ver, impecavelmente, a terra das oportunidades, o cenário americano que ilude e transgride a mente humana.Von Trier, junto com Sam Mendes((diretor que estreou com American beauty), são nomes marcados em mim quando penso na sociedade americana.

Ontem, conversando com um amigo querido, americano de nascimento e paulista de alma. Eu reclamava da falta de segurança, da falta de tempo, do estress do paulistano. Contava para Josh, que ainda mora em manhatan, sobre o caso do pai que esqueceu o filho no carro. Lembrava com saudades da época em que morei em NY e nós, amigos inseparáveis, tomávamos brunch no village e conversávamos sobre as psicoses e obsessões da mente humana (ele é psicólogo e ecritor).

Eu já estava quase derrubando a raiva na frase: “Ai que vontade voltar para NY”, quando sua memória infalível lembrou da minha fase californiana. Logo depois arrematou minha admiração:

“Giovanna, my dear, Freud não passou a vida estudando numa bolha. Ninguém é feliz num mundo ideal. Quem disse que o que você considera hoje ideal é o que te fará feliz? A realidade é a cara da arte e você, uma artista, sempre se inspirou na diversidade que é o ser humano. Não somos feitos apenas de mel. Somos pimenta também. Este é o segredo, captar essa tênue e espetacular característica contraditória e transgressiva que é o humano, mas isso Giovanna, exige muita arte e sensibilidade”.

Fui dormir com essas palavras na cabeça e hoje, vendo uma exposição de fotos do Luiz Braga, vi o que o Josh me disse.Na galeria Oeste e agora também na Casa Do Saber, Luiz Braga fotografa sentimentos em imagens que dizem e contradizem o que julgamos saber. E já que meu amigo não está aqui, coloco essa foto em sua homenagem para que, quem sabe eu também inspire seu final de semana como ele inspirou o meu.

 

Diga-me onde pisas e te direi quem és… Abril 12, 2007

Arquivado em: Decoração e construção — giovannavilela @ 5:13 pm

Aqui, do centro do caos que se instalou em minha casa/escritório, imersa na poeira e barulho de uma reforma que parece não ter fim, leio as noticias do jornal (que mais tarde descobri, ser de ontem, pois o novo foi para o lixo junto com o piso da sala).

Nada de novo. Nada tão revelador quanto minhas descobertas na área de construção civil e ao que parece,

Como abri mão de arquiteto, acreditando (tolinha) ser tudo muito simples, fui eu mesma escolher todos os detalhes da minha nova casa. Os pedreiros já estavam quebrando o antigo piso quando fui a uma loja comprar revestimento branco com brilho, como esses que sempre vejo por aí, porcelanato.

Na loja, um pouco assustada com os mais de 100 modelos de pisos de porcelana branco, caí na besteira de perguntar ao vendedor quais as diferenças entre os mais baratos, R$9,00 o metro e os mais caros R$ 330,00. A bem da verdade, antes de ouvir a resposta, eu já ria sozinha com uma amostra do que achei mais bonito, custava R$ 17,00 .

Aí é que vem a lição. Não é uma questão de aparência, tem que vê-los no chão, juntos, dizia o vendedor. O corte pode ser feito com jato de areia, tornando as emendas invisíveis e assim quase não da para vê-las (mostrou a foto de uma sala m a r a v i l h o s a). Outro fator, aprendi, é o brilho. Quanto mais puro e melhor é a porcelana mais brilho e mais branco (a essa altura 80% dos pisos que eu havia gostado já estavam fora).
O mais importante porém é a durabilidade e limpeza(vi a foto de uma varandinha tão feinha que desconfiei). Pisos com rejunte branco duram poucos meses limpos, além destes mais baratos serem menos resistentes à passagem (já imaginei minhas festinhas, pisos quebrados, pés sangrando estilo atentado suicida,ai meu Deus).

Dos 100 pisos brancos, sobraram quatro! Optei pelo mais barato deles que custava menos de um terço do outro mais barato. Da próxima vez em que eu for até a casa de um cliente vender um quadro, se o piso for porcelanato brilhante e branco, sem rejuntes e tamanho 60 x 60 não farei desconto algum e se bobear ainda aumento o preço. Onde já se viu o chão custar mais que um quadro?

 

Está chegando a Páscoa! Abril 4, 2007

Arquivado em: A vida como ela é — giovannavilela @ 1:01 pm

O sistema da Tim continua inoperante. A livre, da Embratel, informa que meu aparelho foi clonado, meu numero perdido, mas minha conta já foi enviada, mesmo que eu não tenha usado o telefone, se não for paga será cortada, ainda que o sistema esteja inoperante lá também.

No aeroporto, assim como na Tim, os aviões continuam fora do ar, os controladores nas nuvens e nos jornais e os passageiros na pior.

Os ladrões, com cara e jeito de bandidos, que roubam galinhas estão na cadeia.
Os psicologicamente perturbado, fora de controle por algum problema seguramente causado por medicações, aqueles que descuidadamente “pegam” gravatas importadas, estão num hospital 5 estrelas a procura de uma micro desculpa perdida entre psicofarmacos culpados.

Para quem acabou de chegar a este planeta, explico: Isto não é a sinopse de um filme de ficção científica. É mais um capítulo do eterno caso de amor, não correspondido, entre brasileiros e Brasil!

 

Macacos estão sumindo… Abril 3, 2007

Arquivado em: A vida como ela é — giovannavilela @ 4:58 pm

Quem quer fazer tudo paga um preço. O meu, é pago em horas de sono.
Hoje, dia de treino de bicicleta na USP, antes das 5 AM o despertador já estava me chamando.
Ta achando difícil? Café da manhã rapidinho, capacete e lá vou eu carregando minha bike novinha.
Carro pronto. Musica tocando e …

Pneu furado! Ok, ainda tinha 20 minutos para resolver esse probleminha e chegar a tempo.
Tudo seria muito fácil, não fosse a falta do macaco, da caixinha de ferramentas (segunda que compro) e o pneu reserva!

Isso aí, pela segunda vez aconteceu comigo!
Os gentis manobristas de estacionamentos que, “não se responsabilizam por objetos de valor deixados no carro”, trabalharam novamente em meu humor!

O pior de tudo é que nem ligar para alguém e xingar( falar mal dos estacionamentos), “limpar a chaminé”, como diria Freud eu podia, afinal, as 5 da matina, os unicos amigos acordados, provavelmente estariam bêbados!

Fiquem atentos, não esqueçam objetos de valor em seus carros. Quando forem jantar fora, lembre-se:
leve o estepe, as ferramentas e a carteira!

 

Começando bem a semana Abril 2, 2007

Arquivado em: Viagens — giovannavilela @ 1:24 pm

Let the sunshine in… Ilha Bela

Alguns momentos de um final de semana delicioso.