Palavras ao vento…

causos, verdades e mentiras de uma vida repletas de palavras.

Embebedai-vos Outubro 30, 2007

Arquivado em: Mesa de bar — giovannavilela @ 3:41 pm

Ganhei este texto hoje de presente:

Embebedai-vos

É preciso estar-se, sempre, bêbado. Tudo está lá, eis a única questão. Para não sentir o fardo do tempo que parte vossos ombros e verga-vos para a terra, é preciso embebedar-vos sem tréguas. Mas de quê? De vinho, de poesia ou de virtude, a escolha é vossa. Mas embebedai-vos. E se, às vezes, sobre os degraus de um palácio, sobre a grama verde de uma vala, na solidão morna de vosso quarto, vós vos acordardes, a embriaguez já diminuída ou desaparecida, perguntai ao vento, à onde, à estrela, ao pássaro, ao relógio, a tudo o que passa, a tudo o que geme, a tudo o que rola, a tudo o que canta, a tudo o que fala, perguntai que horas são; e o vento, a onda, a estrela, o pássaro, o relógio, vos responderão: “É hora de embebedar-vos! Para não serdes escravos martirizados do Tempo, embebedai-vos, embebedai-vos sem parar! De vinho, de poesia ou de virtude: a escolha é vossa.” ( Charles Baudelaire)

Obrigada!

 

Carta para uma amiga indecisa Outubro 29, 2007

Arquivado em: Musica e Dança — giovannavilela @ 7:02 pm

Querida Julie,

Entendo seu ponto de vista. Fazer planos para o futuro pode ser muito complicado. A expectativa muitas vezes acaba destruindo a surpresa. E tem coisa melhor do que ser surpreendido?
Entendo também que estamos sujeitos a mudanças, algumas bem drásticas.
Isso sem contar é claro o trauma arraigado tão fundo que fica difícil mudar.
É por isso, minha querida amiga, que neste exato momento sinto o prazer de ser um pouquinho diferente de você.
1-ACABO DE FAZER UM PLANO PARA DIA 8 DE DEZEMBRO!
2-Estou cheia de expectativas e isso está me fazendo um bem danado!
3- Isso sem contar a certeza que tenho de que até o dia 8 eu continuarei amando!
Sim amando um quarentão loirinho.
Sting, conhece?
Quanto aos traumas, algo me diz que se eu não tivesse acabado de comprar meus ingressos para o show, eles seriam irremediáveis.
Resta apenas uma tristeza, querida amiga, quando eu estiver pulando e cantando everey breatrh you take, every move you make…. Vou realmente pensar em você!!!!
Caso estas sutis linhas tenham mudado alguma coisa na sua vida, entre aqui e junte-se a nós no Maracanã!

 

TIM FESTIVAL Outubro 29, 2007

Arquivado em: Musica e Dança — giovannavilela @ 4:21 pm

Cheirinho de cremes NIVEA. Esta foi minha primeira impressão ao entrar no camarote Vip do Tim festival ontem a noite. Entendi quando fui ao banheiro. Tinha de tudo, de protetores solares a desodorante, que imagino foram bastante usados dada à temperatura corporal da maioria. Aliás, este foi um show a parte e com direito a vários bis, não a temperatura, mas a loucura da galerinha rock. Talvez seja minha parte careta, mas achei um pouco estranho ver meninas sentadas desfalecidas, meninos virando os olhos e turminhas de tietes correndo atrás dos “artistas”.

Perdi muito tempo rodando de bar em bar em busca das únicas bebidas a venda; água, água de coco e refrigerante, as outras, as alcoólicas eram todas grátis. Perdi também a paixão (nem pensem em me comparar com as tietes estéricas) por G. Bernardes, um gigante em suas atuações que deve medir no maximo 1,60cm.
Depois de tudo isso o show, o que acontecia no palco, começou.
Os detalhes vocês já devem ter visto em todo tipo de mídia por aí, eu mesma, que estava bem na frente , vi melhor os detalhes da roupa da Bjork hoje no jornal.
Adorei Juliet and the licks, mas em minha opinião, o melhor show foi o último, the killers, infelizmente não agüentei ficar até o final, as 4 30 AM, meu sono já gritava mais alto do que as bandas e fui arrastada por mim até o táxi.
 

Minha garrafinha de leite Outubro 28, 2007

Arquivado em: Divagando — giovannavilela @ 2:46 am

Arrumando minhas gavetas notei que nunca como atualmente usamos tanto a palavra obsoleto. As novidades envelhecem antes de se tornarem antigas.
Passeando numa dessas feirinhas de antiguidades, me apaixonei por uma garrafa de leite, daquelas que o leiteiro conhecido da vizinhança, deixava na porta de casa toda manhã.
Não vivi essa fase, mas tenho saudades mesmo assim. Quanto tempo durava aquela garrafa? Talvez mais do que muitos da família. Comprei a garrafa mesmo sobre o protesto do amigo que me acompanhava. “Vai fazer o que com essa garrafa? Que mania de comprar coisas sem utilidades.” É verdade que ainda não sei para que serve, mas senti-me atraída por ela. Achei fascinante pensar que uma garrafa de leite, dessas que ia e vinha todo dia para casa de alguém ainda está aí, intacta. Hoje em dia até telefone celular esta se tornando descartável.

Pergunto-me o que ensinam hoje nas escolas sobre bens duráveis. Lembro da psora falando que tudo o que era definitivo, não perecia ou vencia podia ser considerado durável. Uma televisão, por exemplo, não tem data de validade como o leite. Será?
A minha que não é de plasma, pela cara das pessoas ávidas por novidades, já está vencida faz tempo, to até com medo de dar indigestão.
Mas voltando a garrafa de leite, voltei para casa e fiquei procurando uma função para ela. Colocar leite talvez, mas a garrafa de plástico é tão prática e certamente minha empregada quebraria essa de vidro em menos de uma semana tendo que manuseá-la todos os dias. Quem sabe chá gelado?Água ou suco… Não, nada disso.
Decidi deixa-la, na prateleira só para lembrar que as coisas nem sempre tem que ter muitas qualidades, funções ou ser o que esperamos que elas sejam. Basta nos atrair, isso já é tão raro que merece um lugar na estante e quem sabe com o tempo…
Só espero que os sentimentos não peguem carona nessa onda e se mandem para Obsoleto Land!
 

A palavrinha que mudou a viagem Outubro 25, 2007

Arquivado em: Viagens — giovannavilela @ 9:36 pm

Para um bom entendedor, uma viagem basta! Sabe que uma palavrinha pode mudar o seu destino?

Ele planejou a viagem minuciosamente e no dia de viajar falou para a namorada “Que sorte eu tive, meu visto vale até dia 26, bem no dia em que chegaremos lá”. Sim, porque me informaram que posso entrar nos USA até o último dia da validade do visto.
A namorada preocupada perguntou “Vale até… ou espira dia…?
Olhando de novo encontraram a palavrinha danada: Expire date.
E por causa de uma palavrinha, as malas e os planos ficaram do lado de fora do portão de embarque.

 

Uma vida entre quatro paredes de vidro Outubro 24, 2007

Arquivado em: A vida como ela é — giovannavilela @ 10:19 pm

Eu estava pedalando, a subida era longa, mais de dez minutos e tudo isso sem sair do lugar, já fez aula de spinning alguma vez? Do outro lado, na sala de balé, uma senhora com uniforme de faxineira limpava os vidros. A subida continuava embalada por flashdance.
Enquanto meu corpo derretia desse lado, a mente voava do lado de lá, onde para mim, as notas eram outras.

Uma senhorinha passava o pano de um lado para outro enquanto se olhava no espelho como quem lembra um sonho do passado, com a certeza de estar completamente sozinha.
A subida finalmente acabou e voltei a sentar no banquinho deliciosamente desconfortável da bicicleta. A minha personagem continuava a limpar cada cantinho da sala sem vazia de pessoas.
Desse lado somava-se à música, palavras de incentivo do professor misturadas aos gritinhos das gym-girls, que como as bicicletas, viviam um papel da vida real paradas entre as paredes da academia.

Aos poucos me desliguei de todo o barulho da aula e pude ouvir Tchaikovsky. Foi quando vi a mulher encostar a vassoura com cuidado num cantinho junto com o pano e se transformar.
As mão, provavelmente calejadas, seguravam com delicadeza a barra e de dentro do uniforme bege, vi surgir movimentos que só poderiam ser de uma bailarina.
Minha aula acabou, as vozes esqueléticas voltaram a assombrar a sala e do meio da bagunça vi através do vidro, um sorriso pleno, simples que me acompanhou pelo resto do dia.

 

Griffin e Sabine Outubro 22, 2007

Arquivado em: Literatura — giovannavilela @ 6:20 pm


“ Que estranho ter um amor de papel” Diz uma das cartas de Griffin e Sabine. “Se você está lendo essa carta, quer dizer que existe…” está escrito em outra.
Mas quem são Griffin e Sabine? Um pedaço de todos nós talvez. Aquela parte que nos levou ao planeta do pequeno príncipe e nunca mais voltou. São três livros e uma correspondência realmente extraordinária. Quem é como eu, fã do filme O Fabuloso destino de Amelie Polain, vai se perder nas palavras escritas por Nick Bantock.

Tudo isso para contar que depois de muito tempo a procura desses livros (estão esgotados na editora), consegui encontrar num sebo. Agora tenho os dois na cabeceira da minha cama. Eram três, mas vendo a carinha do João, uma pessoa muito especial, ao ver o terceiro volume, fui amavelmente coagida a presenteá-lo com “A Esposa do Veneziano”.

Mas cuidado, se você está muito ocupado, sem tempo para leitura, afaste-se deles, pois causam dependência muito rápido, antes da segunda pagina.

 

O Homem Sem Qualidades Outubro 19, 2007

Arquivado em: Arte — giovannavilela @ 2:47 pm

Palavras são armas poderosas. Quem já leu Borges sabe do que estou falando. Há um universo, uma magia dentro desses códigos capazes de fazer chorar e sorrir, as letras.
Não é de hoje que tudo isso me fascina. Posso dizer com toda certeza que fui contaminada pelo vírus da literatura. Bichinho danado que vai entrando sorrateiro e não vai embora nunca mais.
Aos poucos fui roubando dos livros, emoções e inspiração para pintar. A inspiração acabou virando paixão e quando me dei conta, os quadros desapareceram e os textos cresceram.
Hoje posso dizer que a literatura tomou conta da maior parte do meu tempo. Os pincéis foram substituídos por canetas e as imagens viraram fotos no meu atelier, que pelo menos agora está sempre limpinho, sem gotas de tinta espalhadas pelo chão.
Mas tudo isso foi só para contar que ontem entendi um pouco dessa obsessão que acomete a artistas e seres humanos.
Entrei dentro das paginas de um livro, viajei entre palavras e fui parar num puzzle de adjetivos. Culpa de uma artista chamada Elida Tesser .
Apaixonada por literatura, não resistiu ao ler O Homem Sem Qualidades e tirou 5000 adjetivos do livro, depois escondeu as palavras entre outras e formou um incrível jogo de caça-palavras.
Quer ver? Vai lá. Está na Galeria Oeste, em Pinheiros.
 

Triangulo Redondinho Outubro 18, 2007

Arquivado em: Cinema — giovannavilela @ 7:47 pm

Comprei o DVD Armação Ilimitada!!!!

Saudade boa!

 

Um dia na praia Outubro 17, 2007

Arquivado em: Meu Livro — giovannavilela @ 5:09 pm

Deixou a saudade esquecida na praia.
Levou a lembrança de um dia, um amor, uma história.
Um mar entre eles. Um mar para eles.
Decisões. Conflitos.

O futuro? Virá com as ondas.

 

Herencia Outubro 15, 2007

Arquivado em: Cinema — giovannavilela @ 6:06 pm

Paula Hernandes, diretora argentina, ganhadora de muitos prêmios, fez, em 2002 o filme que me faria ter insônia, Herancia.
Assisti ontem e continuei pensando até hoje. Tem filmes que fazem isso com a gente, coloca os sentimentos dos personagens em nós e arranca dúvidas antigas.
O filme conta a história de Olinda, uma imigrante italiana morando em Buenos Aires.
A cozinha de seu restaurante é mais um personagem nessa trama deliciosa que mistura vários sabores e acaba do jeito que eu mais gosto, com a realidade da vida que nos ensina a viver apreciar cada dia como um novo prato, um de cada vez…
 

A primeira lagrima Outubro 15, 2007

Arquivado em: Meu Livro — giovannavilela @ 4:09 pm

Mais um pedacinho do meu livro. Este é o dia em que Dahlia (personagem principal do meu livro) recebe um cartão postal do outro lado do mundo e uma carta, que nesta parte ela ainda não leu.


…Quando recebeu a notícia o resto do seu corpo já estava sobre a bicicleta violeta. Moveu as pernas com uma força descomunal como se o suor escorresse o que seriam lagrimas. Na cestinha, junto com as flores e os livros, ainda estava o seu retrato, retrato deles, juntos, no dia em que pensaram ser o primeiro de todos os outros.
As subidas tornaram-se retas e depois descidas, tamanha a dor. Um grito de saudade e silêncio ecoou fundo e trouxe a lembrança da última vez em que ouviu seus lábios antes de dormir mais uma noite a seu lado.
Porque não usou todas as palavras presas na garganta quando o tinha por perto? Quando foi o minuto, o segundo em que a dúvida se tornou certeza e ele partiu? Ou teria partido porque a certeza se tornou dúvida? Os pensamentos esmagavam sua cabeça e pioravam ao se dar conta de que eram tolos pensamentos clichês de sentimentos comuns que se acabavam todos os dias. A desconfiança de que a sua, poderia ser apenas mais uma história das tantas desaparecidas numa esquina qualquer da vida, entre a falta de uma palavra e o amor deixado para depois, enchia de vazio a sua esperança.
Aberta, a porta de correr amarela deixava a vista os livros empilhados, escondendo o resto do único amigo capaz de entender sua dor, quando a bicicleta que a carregava parou. Palavras não foram ditas, não era preciso.
Tudo continuava dolorosamente fora do lugar. Até mesmo o abajur ainda escondia a mesma lâmpada amarela, testemunha de tantos beijos e segredos trocados.
E por fim, abrindo o livro com a fotografia dele sobre as ondas, deixou cair a primeira das vinte e sete lagrimas…
 

Livros Outubro 14, 2007

Arquivado em: Literatura — giovannavilela @ 10:28 pm

Livros que li nos últimos dias, algumas boas dicas:

A Casa De Papel : Uma delícia de livro. Tamanho ideal para carregar na bolsam, levar para aqueles momentos em que somos abrigados a “perder tempo”, como no transito, sala de espera do médico ou sala da nossa casa enquanto esperamos os amigos lentos arrumarem as malas. Muito bem escrito. Especialmente atraente para quem ama os livros e o grande Conrad. Navegue em sua trama e descobrirá porque.

Até O Dia em Que O Cão Morreu: Daniela Galera é sempre surpreendente, consegue contar uma história do dia a dia de uma forma natural e envolvente. Não é atoa que seu romaces acabam dendfo vendidos para o cinema.

Amor Engorda, Paixão Emagrece : A autora, fã da medicina e filosofia oriental ensina com charme e delicadesa a arte da vida, do dia a dia de uma mulher. Li este livro na viagem que fiz a pouco tempo para Cuiabá. Perdi o avião e tive que pegar outro vôo com 3 escalas. O último pouso coicidiu com o último capítulo e acabei sendo a única a não ter pressa para sair,tamanha a vontade acabar a leitura.

 

Dia das crianças pós-modernas Outubro 11, 2007

Arquivado em: Uncategorized — giovannavilela @ 12:28 pm

Tudo muda o tempo todo no mundo, já cantava Lulu em meus tempos de menina. Ser criança hoje não é coisa para qualquer um. Tem que ser muito adulto para poder ser criança.
Ah que saudades do tempo em que ser criança era ter medo da Cuca do Sítio do Pica-Pau Amarelo. Criança hoje tem medo de bala perdida, de ônibus que pega fogo e por aí vai.

E as mudanças continuam. Quem ouviu balão mágico e pegou carona na cauda do cometa, seguramente já teve uma Caloi-Ceci (assim com maiúscula mesmo, afinal era minha melhor amiga)ou uma moto cross. Rua era lugar onde fazíamos amigos e de vez em quando inimigos também, quantas vezes não voltávamos para casa com joelho esfolado, roupa suja e lagrima presa no canto do olho? Ah que saudades das dores ingênuas, das ruas tranqüilas, do brigadeiro na calçada e do chocolate de cigarrinho da Pan.

Escola era lugar para estudar. Mas estudar não significava ser o melhor no futuro. A competição estava na escola, é claro, mas era na quadra que lutávamos com armas que crianças deveriam usar. Criança não tinha que aprender 3 línguas. Aprendíamos a brincar, afinal éramos crianças.

Se não me engano alguma coisa mudou hoje. Os caras que aprendi na escola trabalhavam pelo pai,s vivem num parquinho de diversões chamado Brasília. Os adultos que em minha ingênua crença deveriam fazer primeiro os deveres e depois as cobranças, inverteram tudo e saem por ai montando barraquinhas e cobrando um pedacinho de terra para pendurar a rede.

E as crianças? Continuam brincando, só que agora com armas, computadores mais complexos do que os que eu sei usar. As crianças também fazem outras crianças e cada dia mais cedo. O cigarrinho de chocolate sumiu do mapa, mas outros cigarros estão a solta por aí nas ruas que agora não esfolam mais o joelho de ninguém, afinal criança agora vive presa atrás das grades da casa, da escola e do carro com vidros pretos.

Mas e aí, me perguntam. Você acha que nada melhorou? Opa melhorou sim.
O mertiolate hoje não arde!

 

Onde ha fumaça … Outubro 3, 2007

Arquivado em: Meio Ambiente — giovannavilela @ 3:29 pm

Onde ha fumaça ha fogo. Aprendi quando ainda era menina. A menina, era chamada de Jabuticaba, lembrou meu primo Maercio, ontem enquanto reclamava da tal fumaça sem fogo.
Cuiaba é conhecida como cidade verde. Plana e cheia de charme natural, digo natural, pois o artificial é duro de entender. Prédios obscenamente nus em matéria de bom gosto. Propagandas de cosméticos com modelos que nos mantém afastados ao maximo possível das prateleiras.
Segunda feira , antes do pouso, o piloto anunciou que a cidade estava tomada por uma fumaça. Achei esquisito. Tonta de sono, depois de perder o vôo certo e ter que vir pingando em 3 cidades, acreditei ser um termo cuiabano para o tempo encoberto, nublado.


Que nada! Com os olhos irritados e a lógica ainda mais, descobri que a fumaça vinha mesmo de onde houve fogo. Havia também mata no tal lugar, muita mata… Pois é, o fogo queimou, não tinha água para apagar e logo nem boi vai ter para beber. A cidade desapareceu dentro da fumaça e o calor, coisa pouca, 41 graus.
Aqui, na porta da Amazonia, a sensação é de que não temos horizinte. E provavelmente não temos mesmo. Esta certeza teve também o secretario de meio ambiente Luis Carlos, ontem ao tentar impedir seu vizinho de queimar um terreno baldio no bairro em que morava (a fumaça estava pouca para ele). O tal homem das queimadas não é do tipo que mata apenas árvores, matou a queima roupa o fiscal que ha 17 anos trabalhava na secretaria do meio ambiente.
Onde ha fumaça ha fogo e algumas vezes o fogo além de queimar, ma
ta!