Palavras ao vento…

causos, verdades e mentiras de uma vida repletas de palavras.

Brasil no divã Novembro 29, 2007

Arquivado em: Política, Uncategorized — giovannavilela @ 5:40 pm

Não é que não tenho esperança, é que leio os jornais todos os dias.

Ou o Brasil é bipolar ou suicida. De qualquer forma, eu diria que é hora de procurar um terapeuta!

 

The Police Novembro 27, 2007

Arquivado em: Uncategorized — giovannavilela @ 2:47 pm

 

Novembro 23, 2007

Arquivado em: Uncategorized — giovannavilela @ 4:40 am

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Que tal aprender algo novo hoje? Abra as portas da sua vida. Não arriscar nada é arriscar tudo!

 

Novembro 23, 2007

Arquivado em: Uncategorized — giovannavilela @ 3:06 am

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Deixou a solidão esperando calada no canto.  Saiu cantando.

Procurando não achar…

 

Novembro 23, 2007

Arquivado em: Uncategorized — giovannavilela @ 2:41 am

Quanto mais procuro menos sei o que quero…

 

De casa nova Novembro 19, 2007

Arquivado em: A vida como ela é, Uncategorized — giovannavilela @ 3:46 pm

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Mudar é preciso, aprender também. Hoje é dia de começar…

De soltar as palavras, de deixar o vento chegar.

Sejam benvindos à minha nova casa virtual!

 

Um mundo entre os muros de silêncio Novembro 17, 2007

Arquivado em: Relacionamentos — giovannavilela @ 2:52 pm

Há pessoas que adoram a solidão. Mas há também as que ignoram estar sós, e estar só quando acompanhada é dor que não acaba mais.
Tenho um prazer quase perverso em assistir à esses mundos. Talvez por estar vendo de fora, do outro lado do muro de silêncio.
Nossas risadas enchiam a mesa redonda de alegria e mostravam a quem se interessasse um universo em movimento,cheio de diversão e cumplicidades, amigos antigos.
De dentro desse mundo assisti quando um casal entrou no restaurante. A mulher loira com os cabelos e o humor descorados pela tristeza e o tempo, olhava para baixo, a procura do que ficou para trás talvez, o marido parecia mais velhos embora o físico atlético enganasse um pouco.
Sentaram-se a mesa ao lado e ficou claro para mim que estávamos incomodando-os.

Não o barulho, as risadas, mas a vida que derramava do nosso lado e escorria em seus pés.
Nenhuma palavra foi dita por eles, apenas alguns olhares carregados de tensão, um tipo de tensão que não espera ser aliviada. O garçom se aproximou depois de um sinal feito pelo homem, e começou a anotar o pedido. Nesse momento não ouvia mais nossos risos, ouvia os gritos mudos que ecoavam da mesa ao lado.

Vi o dia em que ele a pediu em casamento, ainda eram jovens e acreditavam que a vida juntos seria perfeita. O dela, a carta de alforria para os pais e o atestado de vitória para as amigas.
Uma nova fase onde a maior preocupação seria o marido, a nova casa e os problemas de trabalho, dele é claro. Ele tirou do bolso uma caixinha enquanto pensou em seu último salário, reduzido àquele embrulhinho que agora representava o futuro. Embriagado em parte pelo vinho e um pouco pelo medo, olhou para os olhos ainda iluminados e passou as mãos pelos cabelos dourados da mulher que amava. Sabia o que queria e esta certeza enchia de força suas decisões e suas palavras. Ignorou as mesas ao lado, nem ligou para a invasão de olhares. Entregou a caixinha e junto a promessa de um amor cheio de surpresas e nisso estava certo. Uma lágrima caiu dos olhos dela e ele pensou na nova vida, uma mulher linda dormindo a seu lado. A facilidade de não ter que leva-la para outra casa depois das taças de vinho, e não esperou mais nada, apenas que tudo ficasse igual só que mais perto.

O garçom passou pela nossa mesa com outra bandeja de chops e uma água para o casal ao lado, ainda mudo.
Lembrei de um soneto decorado na minha adolescência : De repente do riso fez-se o pranto Silencioso e branco como a bruma E das bocas unidas fez-se a espuma das mãos espalmadas fez-se o espanto.De repente da calma fez-se o vento Que dos olhos desfez a última chama E da paixão fez-se o pressentimento E do momento imóvel fez o drama.De repente, não mais que de repente Fez-se de triste o que se fez amante E de sozinho o que se fez contente Fez-se do amigo próximo o distante Fez-se da vida uma aventura errante De repente, não mais que de repente.

Os pratos chegaram e vi quando ela comeu sem sentir sabor, sem saber discernir o ruim do aceitável, o prazer da ilusão. Ele ainda tinha um quê de vida, vida fora dali, onde ainda haviam desafios e prazeres. Não parecia triste, cansado talvez, decepcionado, mas tinha pressa. Cortou a picanha esperando acabar logo a obrigação do final de semana e voltar à vida, à mesa de bar com os amigos, o futebol, o trabalho.
Pagaram a conta, o preço de suas escolhas. Devolveram meu olhar com desprezo e desculpas por estarem do lado de lá, e partiram, como entraram , sem trocar uma só palavra, sem cruzar os olhares sem tentar mudar.

 

Um filme para conversar depois Novembro 16, 2007

Arquivado em: Cinema — giovannavilela @ 2:03 pm

“Tornar-se adulto é muito estranho, não percebemos o momento em que acontece, e de repente não para mais…Daí para frente somos cada vez mais responsáveis por nossos atos, nossas decisões, não podemos mais culpar ninguém.”

Esta foi uma das boas partes da conversa entre o professor idealista, Robert Redford, e um de seus alunos no filme Leões e Cordeiros. Não é um filme imperdível, mas há uma boa idéia e uma forma interessante de mostrar tudo o que acontece em lugares e mentes diferentes numa mesma hora. Ter ou não atitudes corretas depende não só de nosso caráter, mas da forma como dependemos da sociedade e das pessoas com quem convivemos.
Um orçamento baixo e excelentes atores dão margem para uma ótima conversa depois de assistir. Gosto de filmes assim, que abrem portas para discussões interessantes, nesse caso a guerra do Afeganistão como pano de fundo do verdadeiro foco do filme; O poder que todos temos de decidir certo ou errado.

Eu passaria a noite toda conversando no estacionamento… Talvez mais que uma noite.

 

NIKE 10K (para mim, 16K) Novembro 12, 2007

Arquivado em: Esporte — giovannavilela @ 3:09 pm

Não saí na noite de sábado, queria dormir cedo para correr a nike 10K.

Tive insonia e a última vez em que olhei a hora era 3:00AM.

A largada foi dada as 8hs. Acordei 7:50.

Não tinha lugar para parar o carro. Estacionei a uns 3km da prova e fui correndo, assim chegaria aquecida. Corri tão rapido, com medo de perder a largada que quando cheguei no começo dos 10k, já estava cansada!

Deu tudo um pouco errado. Adorei mesmo assim!

Nada como a endorfina pós prova! Meu tempo foi pior do que o ano passado, tive que correr com obstáculos ( saí por último e tive que passar todas as fofas e fofos que correm passeando) e como de costume, esqueci onde estava o carro, tive que correr mais um pouco.

 

Telefonite Novembro 9, 2007

Arquivado em: Hoje é dia de Maria — giovannavilela @ 2:37 pm

Descobri uma nova doença provocada pela tecnologia. E é contagiosa

Costumo treinar de manhã , antes das 7 horas, assim posso trabalhar durante todo o dia, que fica bem longo chegando escritório antes das 9 hs.Ontem não deu tempo de nadar de manhã e acabei entrando na piscina as 9 30hs da noite. Depois de nadar, estava tomando assaí com banana, que aliás adoro , quando reparei que minha bolsa estava tremendo. Era o telefone! Um numero estranho, não poderia ser nada tão grave as 11 horas da noite. O numero era do celular de uma pessoa da trading que contratei faz um mês. Não tenho a menor intimidade com essa pessoa. O telefone dela deve ter sido acionado por engano na bolsa, pensei.

O telefone voltou a tremer a meia noite, parecia um dependente químico em busca de sua droga, eu no caso. A insistência foi me causando uma raiva, daquelas que nasce pequena e vai crescendo, sabe como é? Piorou quando peguei o telefone e , 25 ligações não atendidas do mesmo numero. Deixa eu ver, fiquei 1 hora na piscina, mais 20 minutos no vestiário, mais 8 minutos comendo meu assai, isso soma 88 minutos gastos comigo, certo? Se havia 25 ligações não atendidas, significa que o tal dependente “químico” que apertou 25 vezes a tecla send em 88 minutos , pensou em mim a cada 3, 52 min na média.
Atendi!
- Oi Giovanna (nada de, desculpa ligar a essa hora, mas…) Estou aqui no escritório e notei que não entrou o doc que era para hoje.
Com uma calma,que provavelmente estava guardada ao lado da educação que a mo;a certamente não tem.
- Entendo . Fiz o depósito depois das 4da tarde e mandei o comprovante para o e-mail da Milene, sua funcionária, fala com ela (liga 25 vezes para ela e vai tomar …)Boa noite.
Hoje de manhã fui correr. Depois do banho, enquanto tomava assaí, novamente a bolsa estava tremendo. Opa, outro número. Vou para o escritório e ligo de lá, imaginei.Não deu tempo, o telefone continuou tocando.
Desta vez as 12 chamadas SEGUIDAS, era do escritório de um promoter querendo saber meu endereço para uma festa promocional de uma marca de carro, que aliás, fiquei com antipatia.
Ou o assaí causa alucinações, ou as pessoas estão seriamente contaminadas com falta de bom senso e educação.

 

O Cheiro Do Ralo Novembro 9, 2007

Arquivado em: Cinema — giovannavilela @ 1:00 pm

Esperei, esperei e finalmente assisti o filme O Cheiro Do Ralo.
As vezes é bom deixar certas oportunidades passar.
Tinha esquecido o grande ator que é Selton Mello.

 

Um pouco de poesia para o meio da semana Novembro 7, 2007

Arquivado em: Literatura — giovannavilela @ 7:42 pm

“Morre lentamente quem não viaja, quem não lê,
quem não ouve música,
quem não encontra graça em si mesmo.

Morre lentamente quem destrói o seu amor-próprio,
quem não se deixa ajudar,
morre lentamente quem se transforma em escravo do hábito, repetindo todos os dias os mesmos trajetos, quem não muda de marca, não se arrisca a vestir uma nova cor ou não conversa com quem não conhece.
Morre lentamente quem faz da televisão o seu guru.

Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o negro sobre o branco e os pontos sobre os “is” em detrimento
de um redemoinho de emoções, justamente as que resgatam o brilho dos olhos, sorrisos dos bocejos, corações aos tropeços e sentimentos.

Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz com o seu trabalho, quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho, quem não se permite pelo menos uma vez na vida a fugir dos conselhos sensatos.
Morre lentamente, quem passa os dias queixando-se da sua má sorte ou da chuva incessante…
Morre lentamente, quem abandona um projeto antes de iniciá-lo, não pergunta sobre um assunto que desconhece
ou não responde quando lhe indagam sobre algo que sabe.

Evitemos a morte em doses suaves, recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior que o simples fato de respirar.
Somente a perseverança fará com que conquistemos um estágio pleno de felicidade”

Pablo Neruda

 

Doce porcaria Novembro 6, 2007

Arquivado em: Temperos e segredos — giovannavilela @ 9:22 pm

Comer para muita gente significa abrir a geladeira, escolher algo pratico e com substancia suficiente para deixar o estômago com preguiça de reclamar por algum tempo. Muitas vezes ouvi aquela frase cliche do avozinho centenário que se alimentou de torresmo a vida toda e nunca ficou doente. Esse senhorzinho deve ser o tal velhinho que fumou a vida toda e morreu de velhice aos 95 anos. O que dizer a pessoas que baseiam suas ideias em centenários exemplos de sorte e genética?

Eu faço parte das pessoas que levam a sério a arte de se alimentar. Adoro fazer dos minutos em que como, rituais. Nada como parar um pouco, sentar-se a uma mesa limpinha e comer algo especial, natural e que seja lembrado apenas e não sentido por horas e horas a fio.
Mas porque tudo isso agora? Esses dias, depois de tomar um cafe da manha delicioso, cheio de frutas, geleias e paezinhos frescos, fui ver uma amigo que veio de NY por alguns dias. Encontrei-o de trás de um jornal, entre um pedaço de pizza , o lap top e varios donuts( nao sabia que essas rosquinhas habitavam nosso país). Esta seria uma manha como todas as outras em sua estranha vida, não fosse meu espanto e olhar catatonico ao encontra-lo naquele estado.

-Que estado? Perguntou um Guiga cheio de açúcar nos cantos da boca?
-Você está em guerra contra seu corpo? Duvido que está sentindo o sabor de alguma dessas coisas,comendo desse jeito, fazendo tudo ao mesmo tempo.
Pensei em explicar que o café da manha era a parte mais importante do dia, que nosso corpo precisava de vitaminas e todo o blablabla que a Giovanna que vive dentro de mim costuma dizer.
O jeito foi sentar e deixar minha ideologia para outra hora. Tínhamos um texto enorme meu para revisar e ainda muito assunto para colocar em dia. Sentei e para compensar minha cara de espanto ao chegar, aceitei um donut.
Aí vai um conselho. Nunca em hipótese alguma prove o que você já detesta por definição, pode acontecer de você AMAR!!!!
 

O Passado Novembro 4, 2007

Arquivado em: Cinema — giovannavilela @ 9:58 pm

Viver o presente e apenas o presente e mais difícil a cada dia. O futuro nos arranca do hoje e quando nos damos contas já e amanha.
O Passado. Ai e que tudo fica ainda mais complicado. Esse tempo verbal esta arraigado em nosso tempo moral, real. O passado e quase um veneno para algumas pessoas. Para Rimini (Gael Garcia Bernal), personagem de O Passado que acabo de assistir, e mais um personagem nessa trama doentia e alucinante que gira em torno da vida de um tradutor com problemas de memoria e a obsessão de uma mulher. Hector Babenco mostra muito da sua maestria nessa trama perturbadoramente possível.