Palavras ao vento…

causos, verdades e mentiras de uma vida repletas de palavras.

Elevador Junho 26, 2008

Arquivado em: Divagando — giovannavilela @ 3:17 pm

           As pessoas são diferentes umas das outras minha filha, cada uma gosta de uma cor, falava a tia Maria Antonia, minha primeira professora. Sei, mas aposto que todas gostam de brigadeiro, eu penava com cara de quem não entende um menino que gosta da cor marrom. Gostar de chocolate que e marrom e fácil, mas da cor, que criança gosta de marrom:

           Fui crescendo e aprendendo a entender que o mundo estava cheio de opiniões diferentes sobre um mesmo assunto, ainda que muitas delas fossem iguais com roupas diferentes como nas religiões, mas isto já e outra estória.

            No Japão, imagino os dedetizadores não ganham dinheiro, já que baratas são muito apreciadas na culinária local. A comida e praticamente o espelho das culturas. Basta analisar com calma o cardápio, os ingredientes para entender a vida de um povo. Nossa feijoada tem a cara dos negros, feita inicialmente com restos de comida dos casarões dos senhores do café, nasceu na senzala, junto com a capoeira e a nossa historia.

          E preciso ter cuidado com tudo isso. Outro dia entrei no elevador com meu filho de seis anos, antes de chegar ao nosso andar o elevador parou e o vizinho japonês entrou. Olha mamãe, o moço que você falou que comia barata. Ele saiu antes que eu pudesse tentar explicar. Tenho o péssimo habito de contar historias depois do jantar.

 

 

 

 

Eu, by myself Junho 9, 2008

Arquivado em: Divagando — giovannavilela @ 2:14 pm

 

Vaidade Junho 6, 2008

Arquivado em: Divagando — giovannavilela @ 8:40 pm

Sonho que sou a Poetisa eleita,
Aquela que diz tudo e tudo sabe,
Que tem a inspiração pura e perfeita,
Que reúne num verso a imensidade!

Sonho que um verso meu tem claridade
Para encher todo o mundo! E que deleita
Mesmo aqueles que morrem de saudade!
Mesmo os de alma profunda e insatisfeita!

Sonho que sou Alguém cá neste mundo…
Aquela de saber vasto e profundo,
Aos pés de quem a terra anda curvada!

E quando mais no céu eu vou sonhando,
E quando mais no alto ando voando,
Acordo do meu sonho…

                                E não sou nada!…

 

 

 

Vinicius Maio 28, 2008

Arquivado em: Divagando, Literatura — giovannavilela @ 12:37 pm

De manhã escureço
De dia tardo
De tarde anoiteço
À noite ardo.

 

Um pequeno príncipe… Maio 26, 2008

Arquivado em: Divagando — giovannavilela @ 2:26 pm

“Eu não tenho necessidade de ti.E tu não tens necessidade de mim. Mas se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim única no mundo e eu serei para ti, único no mundo…”

Do Pequeno Principe

 

 

O Melhor Beijo Para Pensar No Final de Semana Maio 16, 2008

Arquivado em: Divagando — giovannavilela @ 6:27 pm

 

Virus Maio 15, 2008

Arquivado em: Divagando — giovannavilela @ 2:29 am

Dizem que a gripe e uma das doenças mais contagiosas do planeta. Tudo por causa de um vírus mais rápido do que a tecnologia de celulares, pensou em vacina pronto, o vírus já mudou.

Semana passada teve um surto na cidade. E não era gripe de ficar apenas com cara de ressaca não, era cama na certa e sozinho.  A maioria das pessoas com quem convivo pegou, eu não. Deve ser a vitamina que tomo, de A a Zinco, eu me gabava.

Cheguei em casa cansada e achei que estava gripando. Fui para o banho e lembrei de tirar os sapatos antes de pisar no tapetinho do banheiro, tem coisa mais gostosa do que sair do banho e pisar num tapete limpo, peludinho e quentinho:  Foi quando me dei conta do tal vírus.

Já faz algum tempo, numa mesa de bar estávamos discutindo sobre manias, cientificamente conhecidas como TOC. A Mari, mulher do Paulo Andre contou rindo do pânico que ele tinha em relação ao capacho do banheiro e bolsa sobre a cama. Não pude deixar de fazer parte dos que riam do coitado com medo que as bactérias da rua fossem diretamente do sapato para os pés limpinhos. Pisar no tapetinho do PA era a morte para ele coitado.

Quase um ano depois estou eu aqui descobrindo que peguei o tal vírus do tapetinho, penso nisso enquanto seguro minha bolsa com medo de colocá-la na cama

 

Passar uma tarde em Itapuã Maio 7, 2008

Arquivado em: Relacionamentos — giovannavilela @ 1:05 pm
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Acabo de voltar de Itapuã…

Um dia um portugues conheceu uma brasileira. Eles se apaixonaram e estavam felizes da vida até que… O que já era bom ficou ainda melhor e eles resolveram se casar num lugar lindo e com muitas ondas!

O casamento mais emocionante e bonito que já fui aconteceu sabado passado. Vi uma linda noiva, minha irmã cair nos braços do meu querido Diogo, tudo isso tendo o mar e o céu azul como testeminhas.

Esta sim foi uma tarde magica em Itapuã.

 

Isabela Nardoni Abril 28, 2008

Arquivado em: A vida como ela é — giovannavilela @ 6:54 pm

Gostaria muito que todas as pessoas fossem boas. Que não existissem assassinos, ladrões, e outros “frutos podres”. Mas eles existem e vão continuar existindo, porque nós somos feitos assim, somos diferentes um dos outros e o ser humano, mais ainda do que qualquer outro animal sabe ser ruim impiedoso e sem escrúpulos, é exatamente por isso que não agüento mais ouvir falar do caso da menina Isabela. Porque acho que os jornalistas também podem escolher outro assunto, porque já imaginamos o desfecho desta história, que ao contrário do que parece é muito comum. Onde já se viu fechar o espaço aéreo para fazer uma reconstituição? E porque o Brasil todo deve ver aquela boneca pendurada na janela?

Trágico é ver um pai, provável assassino, contratado e pago pela Globo para falar (ou melhor calar) sobre o crime. Deprimente é ver a curiosidade mórbida de linchadores que deixam de trabalhar ou de levar os filhos à escola para fazer plantão na porta da casa de estranhos ou na delegacia.

“Todas as famílias felizes se parecem, mas cada família infeliz é infeliz à sua maneira” – Estas são as primeiras palavras de Anna Karenina, escrita por Tolstoi no sec. XVIII, mas bem poderia ser o começo da estória de Isabella.

 

O meu impossível – Florbela Espanca Abril 25, 2008

Arquivado em: Literatura — giovannavilela @ 3:30 pm

Para minha querida amiga portuguesa,Joana

 

Minh’alma ardente é uma fogueira acesa,
É um brasido enorme a crepitar!
Ânsia de procurar sem encontrar
A chama onde queimar uma incerteza!

Tudo é vago e incompleto! E o que mais pesa
É nada ser perfeito. É deslumbrar
A noite tormentosa até cegar,
E tudo ser em vão! Deus, que tristeza!…

Aos meus irmãos na dor já disse tudo
E não me compreenderam!… Vão e mudo
Foi tudo o que entendi e o que pressinto…

Mas se eu pudesse a mágoa que em mim chora
Contar, não a chorava como agora,
Irmãos, não a sentia como a sinto!…

 

Aprendendo a viver Abril 23, 2008

Arquivado em: Dicas Culturais, Divagando — giovannavilela @ 2:26 pm

Publicado no www.lolitabrasilmagazine.com.br

 

Semana passada fui aprender a viver com a Gloria Menezes, não sabia que ela dava aula disso? Pois dá, no teatro da FAAP. Aprendi um pouco mais da arte da vida e da falta dela. Começou logo na entrada. Não entendo nosso mundo, devo ter ficado de recuperação na aula de “para que serve”, a porta da FAAP tem aquele sensor  anti-armas-metais-facas-cintos de peruas-etc  para nossos civilizados ladrões passarem e ouvirem o apitinho, logo ao lado porém, tem uma porta sem sensor nenhum para o resto dos cidadãos.

Passei sem maiores apitos e fui direto ao café do teatro em busca de alguma coisa que combinasse com minha difícil realidade de procurar por alimentos digestíveis e reconhecíveis. Opa, sanduíche natural, li no cardápio, ensaiei um sorriso e já ia pedir quando lembrei do último brigadeiro que cruzou meu caminho.  Vocês já repararam que as comidas estão ficando fashion? Pois é, um dia desses vi um brigadeiro vermelho com pó de ouro, não comi com medo de ver o ouro descarga abaixo.

Com medo de mais surpresas já que eu estava prestes a aprender a viver, perguntei o que tinha no sanduíche natural, assim quem sabe eu poderia tirar algum pó de ouro inesperado. – Ah não, o sanduíche já vem pronto, embalado, ta aqui ó, pode ler aí os ingredientes, disse  Naná ,vi seu nome no crachá.

Peguei a caixa de plástico transparente com o que parecia ser um daqueles sanduíches de borracha que colocam nos bares dos aeroportos para ajudar os gringos a entender o que é salame, peru, ou alface.  Dei uma rápida olhada ao redor e voltei os olhos para a embalagem: era algo como, pão de forma branco, gordura vegetal ionizada, salame, mayonese,etc..

Não agüentei, devolvi o sanduíche e fui correndo para o banheiro, peguei o celular e entrei na internet, dicionário!

do Lat. Natural eadj. 2 gén., relativo ou pertencente à Natureza;produzido pela Natureza ou conforme as leis da Natureza;não provocado pelo homem, espontâneo;ingénito;peculiar;inato.

 

Voltei ao balcão e vi quando a Naná veio sorrindo enquanto pensava Ah essa gente estranha que aparece  aqui, não sabe nem o que é sanduíche natural, coitada, será que vai me perguntar também o que é pão de queijo…-Posso te ajudar?

Pedi um pão de queijo, mas minha vontade era dizer a ela que aquilo não era sanduíche natural, que Naná não era nome e sim apelido, que sensor anti-roubo com porta ao lado não era sensor, que x-burguer sem queijo” não era cheeseburger, que pai que joga a filha da janela não é pai, que representantes do povo que roubam não são representantes de povo nenhum, e que o mundo estava do lado do avesso e eu não estava conseguindo entender.

O sino do inicio da peça tocou e dois minutos depois já havia passado as quase duas horas de peça e de aula. Maud me ensinou muito do que eu não estava entendendo, por exemplo que em todas as portas passavam ladrões mas que os piores são aqueles que roubam o que não tem preço e o que não tem sensor, aprendi também que natural para um não é natural para outro mas que a natureza deveria ser a mesma para todos. Ensinar a viver não é tão difícil, duro mesmo é aprender a viver.

 

Querido Lula Abril 22, 2008

Arquivado em: Política — giovannavilela @ 2:05 pm

Lula é 6º líder mais popular
da América, diz pesquisa.

Bem, o meu querido Fidel tem 95% de aprovação dos Cubanos. Pelo visto estamos no caminho. Mas será que teremos que esperar o nosso barbudinho renunciar?

 

No bar com o Papa Abril 11, 2008

Arquivado em: Mesa de bar — giovannavilela @ 6:04 pm
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Desde o dia em que abriu a gigantesca porta desenhada pelo arquiteto português Bruno Guedes, o bar do outro português, o incansável João Pedro não teve descanso, vive lotado de amantes do verdadeiro dry Martini e de amantes dos amantes e por aí vai.

Quando eu era menina ouvia meus pais, mineiros e muito desconfiados, dizerem para eu ficar longe dos bares, lugares com pouca luz, muita bebida e pessoas esquisitas. Fui crescendo com aquilo na cabeça embora a parte das “pessoas esquisitas” nunca tenha ficado totalmente clara. Como até os 21 anos eu não bebia uma gota de álcool sentia-me totalmente normal e por isso fora do mundo dos esquisitos.

Com o tempo fui criando um bar imaginário e colocava dentro as pessoas que eu sabia freqüentar esse lugar sombrio e perigoso, Vinicios de Moraes, Hemingway,Andy Warhol, Picasso, Cazuza,Frank Sinatra … Em contra partida do outro lado, na parte mineira conservadora normal e familiar estava madre Teresa de Calcutá, o Papa, algumas tias carolas que viviam com o terço na mão, meu vizinho mal humorado que dorme todo dia as 8 da noite .

Revendo meus lugares imaginários concluí algo terrível. Os esquisitos eram bem mais divertidos. Deixei o Papa fazendo companhia para o síndico e fui dar uma olhada do lado de lá.

Hoje, alguns anos e muitos bares depois encontrei o bar da minha imaginação, aquele um pouco sombrio, sedutor, cheio de pessoas interessantes e muito difícil de sair. É verdade que algumas coisas eu não havia previsto, por exemplo, que além de boêmios, as mesas com desenhos de artistas podiam ter também esportistas e gourmets.

Se a caso você estiver passando pela Rua Tietê na esquina com a Padre João Manuel e sentir uma vontade irresistível de saber o que está por trás daquela porta gigantesca, não se preocupe, o Papa não se importaria em dar uma olhadinha.

 

Fotos by Giovanna Abril 7, 2008

Arquivado em: Arte — giovannavilela @ 8:20 pm

Gostaria de convida-los a conhecer mais uma vertente do meu trabalho, minhas fotos, aqui.

Leiam também minha coluna no mesmo site.

 

 

Show Seal Março 28, 2008

Arquivado em: Divagando — giovannavilela @ 5:57 pm

Olhando de longe ele parece muito grande e diferente. Cheguei mais perto, fiquei a poucos metros do palco e vi que ele não é muito grande, é enorme e sua presença no palco maior ainda. As marcas no rosto negro vão sumindo com o tempo a medida que seu carisma toma conta de todos.  Depois de algumas musicas entramos em seu mundo e tudo fica de novo normal, we’re never gonna survive unless…


We get a little crazy.Seal certamente não é o tipo de pessoa que passaria despercebido ainda que não fosse o Seal. O show , cheio de músicas linda teria sido incrível não fossem as conversas, risadas, barulhos de gente comendo e acreditem, até barulho de gelo caindo no copo. Eu não tenho um ouvido biônico, mas certamente o técnico de som, trazido por ele, deve ter ou ser muito sensível ao vozeirão do Nigeriano neto de brasileiros pois colocou o volume da voz tão baixa e abafada que não era possível entender as letras.

E já que não dava para dançar o jeito foi invadir a privacidade alheia e penetrar nas vidas incógnitas de pessoas que pagam até R$500,00 para assistir ao show.  Na minha frente tinha uma mulher com pogo-bol, quem tem mais de 28 sabe o que é isso, como ela deveria ter mais de 38 deve saber também. Na verdade não vi o pogo-bol, mas assumi que esta seria a primeira opção para tantos pulos e gritinhos, a segunda seria a de uma ocasião única na vida da mulher casada com marido careta que só pensa em trabalho e o programa mais animado que fizeram foi jogar tranca e se embebedar na casa de outro casal na Baronesa no aniversario da vovozinha de um deles.Ao lado da mulher ioiô estava um casal digamos assim exótico. O homem com mais de 60 velinhas no último bolo de aniversário cantava as letras no que imaginava ser um ouvido escondido por trás de uma peruca loira de mais ou menos 70cm (contei 6 palmos), o rosto da donzela deveria ter sido um dia humano, haviam traços de uma mulher debaixo de todas as substâncias colocadas na face. “In a heaven of people there’s only some want to fly, Ain’t that crazy?”

O show acabou meio assim como quem não sabe se vai ou fica e de repente foi. Sem um “Eu te amo Brasil” ou “Em minhas veias corre sangue brasileiro” ou qualquer outra frase típica de final de show, foi apenas um fim inesperado e baixo como todo o resto. Valeu a pena? Ainda que fosse só para vê-lo de perto cantando na tecla mute eu teria ido, talvez não tivesse convencido tantas amigas, mas teria ido…